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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

João Pateta apareceu e fez-nos rir das suas peripécias


Se queres descobrir a sua história visita o link:
https://pt.wikisource.org/wiki/Jo%C3%A3o_Pateta

Mas Guerra Junqueiro também escreveu muitas mais histórias como por exemplo esta:

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O malmequer

Ouvi com atenção esta pequenina história!
No campo, junto da estrada real, havia uma casinha muito bonita, que deveis ter visto muitas vezes. Há na frente um jardinzinho com flores, rodeado por uma sebe verdejante. Ali perto nas bordas do valado, no meio da erva espessa, floria um pequenino malmequer. Desabrochava a olhos vistos, graças ao sol, que repartia igualmente a sua luz tanto por ele como pelas grandes e maravilhosas flores do jardim. Uma bela manhã, já inteiramente aberto, com as folhinhas alvas e brilhantes, parecia um sol em miniatura circundado dos seus raios. Pouco se lhe dava que o vissem no meio da erva e não fizessem caso dele, pobre florinha insignificante. Vivia satisfeito, aspirando deliciosamente o calor do sol, e ouvindo o canto da cotovia, que se perdia nos ares.
Nesse dia o pequeno malmequer, apesar de ser numa segunda-feira, sentia-se tão feliz como se fosse um domingo. Enquanto as crianças sentadas nos bancos da escola estudavam a lição, ele, sentado na haste verdejante, estudava na formosura da natureza a bondade de Deus, e tudo o que sentia misteriosamente, em silêncio, julgava ouvi-lo traduzido com admirável nitidez nas canções alegres da cotovia. Por isso pôs-se a olhar com uma espécie de respeito, mas sem inveja, para essa avezinha feliz que cantava e voava.
«Eu vejo e oiço, pensou o malmequer; o sol aquece-me e o vento acaricia-me. Oh! não tenho razão de me queixar.»
Dentro da sebe havia muitas flores altivas, aristocráticas; quanto menos aroma tinham, mais orgulhosas se aprumavam. As dálias inchavam-se para parecerem maiores do que as rosas; mas não é o tamanho que faz a rosa. As tulipas brilhavam pela beleza das suas cores, pavoneando-se pretensiosamente. Não se dignavam de lançar um olhar para o pequeno malmequer, enquanto que o pobrezinho admirava-as, exclamando: «Como são ricas e bonitas! A cotovia irá certamente visitá-las. Graças a Deus, poderei assistir a este belo espectáculo.» E no mesmo instante a cotovia dirigiu o seu voo, não para as dálias e tulipas, mas para a relva, junto do pobre malmequer, que morto de alegria não sabia o que havia de pensar.
O passarinho pôs-se a saltitar à roda dele, cantando: «Como a erva é macia! oh! que encantadora florinha, com um coração de oiro, vestida de prata!»
Não se pode fazer ideia da felicidade do malmequer. A ave acariciou-o com o bico, cantou outra vez diante dele, e perdeu-se depois no azul do firmamento. Durante mais de um quarto de hora não pôde o malmequer reprimir a sua comoção. Meio envergonhado, mas todo contente, olhou para as outras flores do jardim, que, como testemunhas da honra que acaba de receber, deviam avaliar muito bem a sua alegria natural; mas as tulipas estavam cada vez mais aprumadas; a sua haste vermelha e pontiaguda manifestava o despeito. As dálias tinham a cabeça toda inchada. Se elas pudessem falar, teriam dito coisas bem desagradáveis ao pobre malmequer. A florinha viu isto, e ficou triste.
Passados alguns momentos, entrou no jardim uma rapariguita com uma grande faca afiada e brilhante, aproximou-se das tulipas, e cortou-as uma a uma.
«Que desgraça! disse o malmequer suspirando; é horrível; foram-se todas.»
E enquanto a rapariguinha levava as tulipas, o malmequer alegrara-se por ser simplesmente uma pequenina flor no meio da erva. Apreciando reconhecido a bondade de Deus, cerrou ao cair da tarde as suas folhas, adormeceu, e sonhou toda a noite com o sol e com a cotovia.
No dia seguinte de manhã, assim que o malmequer abriu as suas folhas ao ar e à luz, reconheceu a voz do passarinho, mas o seu canto era triste, muitíssimo triste. A pobre cotovia tinha boas razões para se afligir: haviam-na agarrado e metido numa gaiola, suspensa entre uma janela aberta. Cantava a alegria da liberdade, a beleza dos campos e as suas antigas viagens através do espaço ilimitado.
O pequenino malmequer tinha boa vontade de lhe acudir: mas como? Era difícil. A compaixão pelo pobre passarinho prisioneiro, fez-lhe esquecer inteiramente as belezas que o cercavam, o doce calor do sol e a alvura resplandecente das suas próprias folhas.
Nisto dois rapazinhos entraram no jardim. O mais velho trazia na mão uma faca comprida e afiada como a da pequerrucha, que tinha cortado as tulipas. Encaminharam-se para o malmequer, que não podia compreender o que desejavam.
«Podemos arrancar daqui um pedaço de relva para a cotovia, disse um dos rapazes, e começou a fazer um quadrado profundo à volta da florinha.
— «Arranca a flor, disse o outro.»
A estas palavras o malmequer estremeceu de terror. Arrancarem-no era morrer; e nunca tinha abençoado tanto a existência, como no momento em que esperava entrar com a relva na gaiola da cotovia.
«Não; deixemo-la, disse o mais velho. Está aí muito bem.»
Foi por conseguinte poupado, e entrou na gaiola da cotovia.
O pobre passarinho, queixando-se amargamente do seu cativeiro, batia com as asas nos arames da gaiola. O malmequer não podia, apesar dos seus desejos, articular-lhe uma palavra de consolação.
Passou-se assim toda a manhã.
«Já não tenho água, exclamou a prisioneira. Saiu toda a gente, sem me deixarem ao menos uma gota de água. A garganta queima-me, tenho uma febre terrível, sinto-me abafada! Ai! Não há remédio senão morrer, longe do sol esplêndido, longe da fresca verdura e de todas as magnificências da criação!»
Depois enterrou o bico na relva húmida para se refrescar um pouco. Viu então o malmequer; fez-lhe um sinal de cabeça amigável, e disse-lhe, afagando-o: «Também tu, pobre florinha, morrerás aqui! Em vez do mundo inteiro, que eu tinha à minha disposição, deram-me um pedacito de relva, e a ti só por única companhia. Cada pezinho de relva substitui para mim uma árvore, e cada uma das tuas folhas brancas, uma flor odorífera. Ah! como me fazes recordar de todas as coisas que perdi!
— Se eu pudesse consolá-la! pensava o malmequer, incapaz de fazer o mínimo movimento.
Contudo o perfume que ele exalava, tornou-se mais forte que de costume; a cotovia sentiu-o, e, apesar da sede devoradora que a obrigava a arrancar a erva, teve todo o cuidado em não tocar nem sequer de leve na flor.
Caiu a noite; não estava ali ninguém, para trazer uma gota de água à desditosa cotovia; Estendeu então as suas belas asas, sacudindo-as convulsivamente, e pôs-se a cantar uma cançãozinha melancólica; a sua cabecinha inclinou-se para a flor, e o seu coração quebrado de desejos e de angústias cessou de bater. Vendo este triste espectáculo, o malmequer não pôde como na véspera fechar as suas folhas para dormir; curvou-se para o chão, doente de tristeza.
Os rapazitos só voltaram no dia seguinte, e, vendo o passarinho morto, rebentaram-lhe as lágrimas e abriram uma cova. Meteram o cadáver dentro de uma caixa vermelha, lindíssima, fizeram-lhe um enterro de príncipe, e cobriram o túmulo com folhas de rosas.
Pobre passarinho! Enquanto vivia e cantava, esqueceram-se dele e deixaram-no morrer de fome na gaiola; depois de morto é que o choraram e lhe fizeram honrarias pomposíssimas.
A relva e o malmequer lançaram-nas para a poeira da estrada; daquele que com tanta ternura tinha amado a cotovia, ninguém se lembrou.
In Contos para a Infância

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

O Romance de Pedro e Inês

A história que conhecemos foi escrita por Álvaro Magalhães, retirada do livro o Sr. do Seu Nariz.
http://pt.slideshare.net/beebgondomar/o-senhor-do-seu-nariz-e-outras-histrias-16404461


Mas a grande história de amor que vamos conhecer com os nossos pais é: 
Consulta os links, se queres aprender mais sobre o grande amor de D. Inês de Castro e D. Pedro I.
http://www.junior.te.pt/servlets/Rua?P=Portugal&ID=130
e
http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/clubedeleituras/blogs/pedroloveines/index.php?tag=romance
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Para conheceres melhor o mosteiro de Alcobaça clica aqui:
http://www.mosteiroalcobaca.pt/pt/index.php?s=white&pid=206

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Concurso de Leitura do Agrupamento

Os alunos do 4º anos descobriram as aventuras da Engrácia e chegaram à conclusão que ela é uma sonhadora.
Se querem descobrir um pouco das suas aventuras clica no link:
http://pt.slideshare.net/lauracruz20/aventuras-da-engrcia

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Quanto aos alunos do 3º ano estiveram a escutar as palavras mágicas de Joaquim Jorge Letria.
Se queres ler uma dessas lendas basta clicares no link:

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Uma mensagem para os pais

 
Na biblioteca escolar estivemos a relembra que no mês de Abril se lembrou que é necessário criar laços de amizade e de proteção com e para com as crianças.
O papel de um adulto é proteger.
Os alunos dos 2º e 3º anos vieram à biblioteca escolar e estiveram a fazer uma análise às notícias que escutam na rádio ou que observam na Internet e televisão. Muitas crianças continuam a serem vítimas de maus tratos.
Os nossos filhos necessitam ser alertados para situações de risco.
Cabe aos pais e professores terem esse papel protetor.
A história partilhada foi "Kiko e a mão."
 

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Toda a informação que consideramos ser importante está aqui para consulta dos encarregados de educação.
Já sabem, basta clicar nas ligações.
A história partilhada:
(poderá descarregar a mesma no seu computador).
Outras informações de interesse.
 
As crianças tem o Direito de serem felizes!
Alguns dos trabalhos elaborados pelos alunos serão partilhados no blogue.
 


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Nós participamos na semana Seguranet

Além vermos quais são os nossos novos desafios vimos os filmes que partilhamos hoje no nosso blogue.
Ficamos entusiasmados com a nova proposta da Amiga Ana Link.
Quando estamos no computador devemos estar acompanhados pelos nossos pais ou um adulto responsável.
Se tal acontecer, provavelmente não teremos que escrever cartas ao Arrobas e Pai Natal.
Por isso fica a sugestão:

Visitem este site com os vossos pais:

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

As fadas verdes

As fadas verdes visitam esta manhã o Centro escolar de Fermil.
Os alunos do 3º ano partilham textos e escutam as palavras escrita spor Matilde Rosa Araújo.


Se queres conhecer estes poemas mágicos visita o link:

Depois deste momento de partilha de silêncio e de palavras mágicas na tua Biblioteca Escolar os alunos serão convidados a realizar atividades distintas:

Escrever um texto a descrever o que farias caso fosses uma fada e a pintar uma fada que irá decorar o espaço escolar. (Articulação com aárea das expressões).

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

O texto dos alunos do 3º ano no âmbito do Projeto Desafios Seguranet ficou assim..

Querido amigo Arrobas, a turma do 3º ano, do Centro Escolar de Fermil, juntou-se na Biblioteca Escolar e escutou atentamente o vídeo que nos enviaste através da Seguranet.
Quando começámos a falar da situação que ocorreu ficámos assustados. Nós conhecemos muitos pais, tios, primos e alguns amigos mais novos que utilizam incorretamente os dispositivos eletrónicos, como consolas, telemóveis, computadores, tablets... Alguns passam horas a fio a falar com quem não conhecem, ou a jogar. Estão viciados e nós achamos perigoso.
Por isso, este ano, resolvemos escrever uma carta ao Pai Natal, diferente das habituais. Este Natal não pedimos prendas só para nós. Resolvemos pedir algumas prendas especiais, também para essas pessoas especiais que fazem parte do nosso mundo! É verdade!
Queremos umas “prendas” especiais para os nossos amigos que estão sempre agarrados aos aparelhos e não gostam de brincar e jogar à bola no recreio.
Vamos, então, dar-te a conhecer a nossa “Carta ao Pai Natal”.

Acreditamos que ficarás contente por agirmos assim, pois compreendes como nos sentimos e sabemos que queres que cresçamos mais alegres, na companhia dos nossos familiares e amigos distraídos.

Centro Escolar de Fermil de Basto,11 de Dezembro de 2014
Querido Pai Natal, nós somos os alunos do 3º ano, da sala do professor Pinto.
Estamos a escrever-te a pedir que este ano nos envies as prendas que desejamos muito:
Peluches, barbies, bolas de futebol, equipamento do Porto para o Tiago, livros para a nossa biblioteca escolar e roupa quentinha para alguns colegas. Tu sabes quem precisa, do quê!
Nós sabemos que estás a estranhar por não pedirmos, neste Natal, mais consolas e tablets mas, quando vimos um vídeo que o nosso amigo Arrobas nos enviou, ficámos assustados. Descobrimos que conhecemos muitas pessoas assim, distraídas, e que não acreditam na verdadeira magia que acontece nas nossas vidas, todos os dias, quando damos um abraço ou beijinho a um amigo. Como tu és nosso amigo, pedimos-te que escrevas uma carta aos nossos amigos e familiares mais distraídos e que tu conheces bem, pois és mágico. Diz-lhes para olharem mais para nós e estarem sentados à nossa beira, no quarto ou cozinha, para verem como nós crescemos, e perceberem o que nós aprendemos na Escola. É fundamental que escrevas essa carta. Assim, poderá acontecer magia no coração deles, assim como acontece no dia 24 de Dezembro, quando visitas as nossas casas.
   Acabamos esta carta enviando mil beijos para ti, para os duendes que te ajudam a                      preparar as prendas e para a mãe Natal.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Histórias de Natal

Ao longo da manhã, os alunos, foram passando pela biblioteca escolar e foram partilhando histórias de Natal, umas que estão nos links do nosso blogue, outras nos livros que a biblioteca Municipal nos emprestou.
Os alunos de 4º ano escutaram atentamente os sonhos... de António Mota.

Os alunos de 2º ano escutaram atentamente a história de uma cegonha eletricista...
  
No final de cada sessão convidei os alunos a escreverem contos de Natal e a partilharem a magia das palavras, no âmbito do Concurso de Contos de Natal,que consta do PAA no presente ano letivo.

Mas, o Pai Natal também nos visitou e com a ajuda dos nossos alunos e professores amigos partilhou livros para a nossa biblioteca escolar.